No sábado de Aleluia, chega o outono!!!

O ato simples de observar: parar e olhar é sempre revelador. Quando o objeto observado é a natureza, sua força, poder e mistério, a revelação vira encantamento. Um desses fenômenos que deixam sem fala.... expulsam teorias e conjecturas e obrigam a poesia a aflorar é a mudança de estação. Instante mágico. Tempo cronológico curto e forte que muda a ordem do dia: muda a cor, o tom da luz do sol, o som do vento, o cheiro das árvores, o movimento das nuvens... Altera, agita e retoma .... institui a mudança e estabele o novo. Um novo temporário, já que basta acostumar-se a estação que vivemos e chega um outro tempo.



Categoria: Observatório Janela
Escrito por Rô Florczak às 17h39
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Pétala - Djavan

Adoro o Djavan 

http://br.youtube.com/watch?v=GCsqjzSIMVY



Categoria: Quem influencia meu mundo
Escrito por Rô Florczak às 17h29
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No meu aniversário só desejo continuar aprendendo a viver!

Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina



Escrito por Rô Florczak às 20h32
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Domingo no Bom Fim

Nesses tempos de identidades líquidas, diluídas e liquidificadas pela mundialização/globalização de tudo e de todos, o Bom Fim, na região central de Porto Alegre, se confirgura num espaço que, embora aberto, cosmopolita e crítico, consegue manter o espírito de uma cidade. Primeiro nome de bairro que li em placa de rua ao chegar na cidade para morar, em 1995, vinda da rodoviária pela rua Garibaldi, o Bom Fim preserva e resiste, assim como a tinta da velha placa que, envolvida pelos galhos de árvore está suficientemente exposta para os olhares mais atentos e agora é minha vizinha de janela.

Na manhã deste domingo me presenteei com um passeio sob o sol de inverno, não previsto pelos metereologistas, e ao lado da minha filha, pelas ruas do Bom Fim. Uma delícia.

É como andar entre lembranças coadas pela memória - roubando uma frase do Chico Buarque. Casais de avós conversando ao sol e cuidando dos netos, mas sem descuidar das mãos entrelaçadas, num namoro tardio e discreto, mas tão ou mais profundo do que os explícitos arroubos dos jovens que nas mesmas calçadas desandam em manifestações públicas de paixão; esquinas de discussões políticas e passeatas, protestos públicos embalados pelo ritmo das palavras de ordem... famílias, amigos, cachorros, cafés e bancas de revistas... espaço garantido também para quem quer andar só, sorrindo ou chorando.

É só o Bom Fim que, com seu zelo pelo espírito porto-alegrense, sustenta possibilidades como a de encontrar um judeu ortodoxo com suas vestes típicas e esposa recatada, brincando em uma gangorra do parque da Redenção ao lado do, alí anônimo, Nei Lisboa que, desajeitadamente, brinca com a filha. Alías, capítulo à parte é a Redenção. Se em uma das mãos são carregados artefatos digitais novíssimos, cheio de recursos, em outra, o chimarrão é que dá o tom do passeio, entre as milhares de barracas de artesanato e espaços de antiguidades... Artistas populares, vendedores ambulantes, políticos, ativistas, crianças, adultos... formam o espetáculo da diversidade. Prova viva de que a multiculturalidade - a convivência, o acordo apesar dos conflitos, o respeito acima da estranheza - são possíveis e viáveis.

Obrigada Bom Fim!!! Obrigada por me acolher como moradora nesse espaço cheio de força cultural! E pelas flores que enfeitam a minha sala

Para que o passeio fique na memória, fizemos algumas fotos. veja o álbum: http://picasaweb.google.com.br/roflorczak/DomingoNoBomFim      

         



Categoria: O que vai pelo meu mundo
Escrito por Rô Florczak às 16h07
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Tempo da Travessia

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós
mesmos."
Fernando Pessoa.

Usurpei essa passagem de Fernando Pessoa do blog de uma pessoa muito querida, jornalista talentoso com o qual convivo e convivi menos do que gostaria: o Leandro Lindner (http://coisasqueeuvivendo.blogspot.com). Agora ele vive em Brasília. É mais difícil nos encontrarmos, mas sempre há a esperança de um dia conviver mais com um guri tão agradável e inteligente!!!!  

 



Escrito por Rô Florczak às 18h27
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Reinvenção

 

 

A vida só é possível

reinventada.

Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... — mais nada.

Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.

Não te encontro, não te alcanço...
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.

Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

Cecília Meireles 



Categoria: quem vai pelo meu mundo
Escrito por Rô Florczak às 00h52
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Reflexões

Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém…

que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraça-la…

Sonhe com aquilo que você quiser…

Seja o que você quer ser…

Porque você possui apenas uma vida

E nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.

Tenha felicidade bastante para faze-la doce,

dificuldades para faze-la forte,

tristeza para faze-la humana.

E esperança suficiente para faze-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,

elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram…

Para aqueles que buscam e tentam sempre…

E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.

Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar…

…duram uma eternidade…

Clarice Lispector



Categoria: Quem influencia meu mundo
Escrito por Rô Florczak às 22h48
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Quase

 

Luís Fernando Veríssimo

Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando..
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...
Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

 



Categoria: Quem influencia meu mundo
Escrito por Rô Florczak às 21h20
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O prazer de ficar em casa

Não conheço a autora, nem o livro, mas partilho com ela o prazer da proposta de ficar em casa de vez em quando.

Além disso, é uma das capas mais lindas que já vi nos últimos tempos. Vou ler! assim que puder ficar mais tempo em casa.

Quem quiser mais informações sobre o livro, o site no mínimo tem uma breve crítica: http://contemporanea.nominimo.com.br/

 



Categoria: Minhas tão mutáveis crenças
Escrito por Rô Florczak às 10h20
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Feriado, ah! um feriado

Para quem gostar de passear despreocupadamente pela Padre Chagas, no Bairro Moinhos e divertir-se com o charme do lugar, aqui vai um pouco da história do tal "Padre Chagas", conforme o site da rua: www.padrechagas.com.br

Padre Francisco das Chagas Martins Ávila e Souza

Descendente de Casais Del Rey que povoaram Rio Pardo, nasceu em 1788
Francisco das Chagas Martins Ávila e Souza,
filho de Antonio Martins da
Silveira Lemos, natural do Rio de Janeiro, e de sua mulher, Dorotéa Felicia Sousa,
natural de Santo Amaro.Era neto paterno de Manuel Martins, natural de Braga,
e de sua mulher Elena Maria, natural do Fayal, açores.
Pela parte materna era neto de André Jacinto Pereira e sua mulher
Felicia do Sacramento, ambos naturais de S. Pedro e casais Del Rey,
povoadores do Rio Pardo. Francisco das Chagas não era irmão de Davi José Martins,que
posteriormente veio a denominar-se Davi Canabarro, como alguns erradamente acreditavam,
e sim de Manuel Martins da Silveira Lemos, que foi diretor do Tesouro da República Rio-Grandense.

Foi notável como republicano e teve importante atuação na REVOLUÇÃO FARROUPILHA.
Representou Rio Pardo no Conselho de Procuradores Gerais dos Municípios e foi deputado
à Constituinte Republicana dos revolucionários de 1935.
Foi o Vigário Apostólico da Igreja Católica, na republica do Piratini.

Em primeiro de dezembro de 1942 instala-se em Alegrete a Assembléia Geral Legislativa,
que elaborararia a nova constituição republicana, e nela tomou assento o Vigário
Apostólico Chagas, como deputado mais votado dos 36, obtendo 3.025 votos.
Por esse motivo, presidiu a sessão inaugural da Assembléia.

Nada nos conservaram os documentos históricos a cerca dos estudos eclesiásticos
e cargos sacerdotais do Padre Chagas, como era apelidado abreviadamente.
A data mais remota da sua atividade remonta a 1831, quando o padre já contava com 43 anos.

Aquiles Porto Alegre, tendo conhecido ao Padre Chagas em 1860, quando já contava
com 72 anos, descreve-lhe o porte exterior desta forma: “Era alto, magro, com
pele encarquilhada e amarelenta como uma múmia.
Tinha, entretanto, no rosto, uma expressão de infinita bondade”.

Faleceu em 17 de março de 1865.

 

 



Categoria: O que vai pelo meu mundo
Escrito por Rô Florczak às 01h24
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MÃES E FILHAS

Em face do maior encanto!

A magia das relações entre mães e filhos extrapola datas e rituais. Diz muito sobre doação, esforços, superação e aprendizado constante. Diz muito sobre a vida.

Para homenagear minhas amigas e amigos mães, compartilho com vocês uma das fotos favoritas do meu acervo: minha mãe (Inês) com minha filha (Anna Carolina) no colo quando a Anna tinha apenas cinco meses.

Parabéns!

     



Escrito por Rô Florczak às 18h00
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Para embalar o feriado

 

Queridos amigos,

Faço das palavras do Vinícius, as minhas. Um final de semana muito feliz para todos nós e um feriado maravilhoso para quem dele puder usufruir. Eu vou curtir a capital paulista.

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

"A gente não faz amigos, reconhece-os."

Vinícius de Moraes


Escrito por Rô Florczak às 20h47
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A morte, pela janela

Hoje a morte ficou ao alcance da minha janela. Foi um início de noite estranho. Nem assustador, nem desesperador. Só estranho. O corpo estendido no asfalto, a cabeça esmigalhada pelo pneu de um caminhão e o silêncio profundo que fazia doer o peito da gente. O silêncio que sobressaia das buzinas ansiosas do longo engarrafamento. O motoqueiro venceu a briga por um espaço ínfimo entre as pistas do asfalto, enfim ganhou um pista só para seu corpo franzino que repousava estatelado.

Coisa estranha a morte. Fez tanta gente interromper o passo apressado em direção ao descanso, fez os carros andarem lentamente, fez as janelas lotarem de curiosos e até vizinhos que nunca conversam e nem sequer se olham, dedicarem-se a trocar palavras, medos, alívios por estarem vivos.

Estranho também o ritual dos especialistas em tragédias. Guardas de trânsito, policiais, legistas, fotógrafos, bombeiros eficazes em oscultar a morte, reconstitui-la e arquivá-la; em revirar o corpo sem vida, em atender a curiosidade mórbida de quem ali parava. Transeuntes chocando-se e interessando-se naquela ex-vida: sem história, sem família, sem amores, sem lágrimas, sem vínculos aparentes com as tantas vidas que se comoviam com a solidão do triste desfecho de um retorno para casa, num dia qualquer de uma semana qualquer e, certamente, de um trabalho qualquer.    

É certo que nesta noite muitas pessoas chegaram até a rezar. Rezar por aquele corpo de capacete, cabeça triturada, camiseta vermelha, jeans desbotado.... rezar e se importar com aquele desconhecido, rezar e temer uma morte tão solitária: um jato, tal qual o esguichado pelo bombeiro para lavar o sangue do asfalto, na rotina desgastante de um dia estranho demais.

  

 



Escrito por Rô Florczak às 22h55
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Aniversário de Brasília

No dia do aniversário de Brasília, uma ótima pedida é revisitar o Sociólogo Polonês Zygmund Bauman. Alguns fragmentos dos seus escritos em Globalização: as conseqüências humanas:

  • "Brasília era, talvez, um espaço perfeitamente estruturado para a instalação de homúnculos nascidos e alimentados em tubos de ensaio. Para criaturas compostas de tarefas administrativas e definições legais....... residentes ideais e imaginários que identificassem a felicidade com uma vida sem problemas, uma vez que não comportava situações ambivalentes , nenhuma necessidade de escolha, nenhuma amaeaça ou risco ou possibilidade de aventura. Para todos os demais revelou-se um espaço desprovido de tudo o que é verdadeiramente humano – tudo o que dá sentido à vida e faz valer a pena viver".
  • " As pessoas moralmente maduras são aqueles seres humanos que cresceram a ponto de precisar do desconhecido, de se sentirem incompletos sem uma certa anarquia em suas vidas."

É forte, mas vale a reflexão!!! Bom feriado a todos.



Escrito por Rô Florczak às 19h28
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(imagem: “Head of a woman” – Picasso – www.art.com)

(imagem: “Head of a woman” – Picasso – www.art.com)

Eu gosto de poesia...Aí vai uma de Afonso Romano de Sant´Anna.   

Assombros

Às vezes, pequenos grandes terremotos
ocorrem do lado esquerdo do meu peito.

Fora, não se dão conta os desatentos.

Entre a aorta e a omoplata rolam
alquebrados sentimentos.

Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.

Os mais íntimos
já me viram remexendo escombros.
Em mim há algo imóvel e soterrado
em permanente assombro.

Affonso Romano de Sant'Anna (Lado Esquerdo do Meu Peito)



Categoria: Quem influencia meu mundo
Escrito por Rô Florczak às 00h09
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